terça-feira, 4 de junho de 2013

BATALHA ESPIRITUAL



BATALHA ESPIRITUAL  

TEXTO BÍBLICO – I Ped. 5: 8 a 11. 

1) O que é batalha espiritual? – Efésios – 6: 11 a 18.
Espada Espiritual- Podemos afirmar que batalha espiritual é a luta que travamos na esfera espiritual, e às vezes física, contra os poderes e hostes (tropas) satânicas. Essa batalha pode ser manifesta de várias formas e nas coisas mais simples. Principalmente nas coisas concernentes ao Reino de Deus, especialmente quando se trata do avanço do Evangelho (a igreja) na salvação de vidas. A primeira batalha espiritual da raça humana aconteceu no Éden, Jardim de Deus, onde o pecado foi introduzido por Satanás para vergonha e desprezo do homem (Gn. 3). De lá pra cá, tem sido constantes os ataques satânicos, nem mesmo Jesus escapou de sofrê-los tais ataques. Nossa esperança é que: assim como o Senhor Jesus venceu todas as investidas do diabo, em seu nome, nós também possamos vencer!
2) Quem é Satanás?
- Satanás, diabo ou a antiga serpente, são nomes bíblicos para a personificação do mal. É o arque inimigo de Deus. É um anjo decaído (Lúcifer – anjo de luz), que foi expulso do céu (Apoc. 12) ao permitir que o orgulho o dominasse, querendo ser igual a Deus (Ez. 28: 1 a 19). Lúcifer, o anjo de luz, foi criado por Deus, mas não soube usar o poder que Deus lhe concedeu, o que deveria ser para a glória de Deus foi usado em glória pessoal. Essa atitude, por sua própria escolha, o transformou em Satanás, passando a usar o poder que tem para ofender a Deus. Graças a Deus que seus dias estão contados (Rm. 16: 20; Apoc. 12: 12).
3) Qual o objetivo de Satanás?
- Seu objetivo é opor-se de forma irrestrita a Deus e a todos os seus propósitos. Como não pode enfrentar a Deus, direcionou para o homem toda a sua ira e revolta, visto que somos “a menina dos olhos de Deus”, coroa da criação (SL. 8: 5). O porquê, ou para que, Deus o permite, não sabemos. O que precisamos saber é que: “maior é quem está em nós” (I João 4: 4) e que o seu fim está próximo.
4) Como ele age? – Gn. 3: 1 a 7; At. 5: 1 a 11; 8: 1 a 3.
- A ação maligna é diversificada. Não existe uma forma única do seu agir, pelo contrário, ele é muito astuto e sagaz. Busca a maneira mais sutil para não ser notado, quando isso acontece, o estrago é maior. Durante séculos, tem espalhado a notícia de que não existe e que o diabo, somos nós. Abaixo estão algumas formas do seu agir:
a) Engano e mentiras;
b) Ódio e desânimo; 
c) Orgulho e vaidade;
d) Violência e intrigas; 
e) Articulação; 
f) Manipulação; 
g) Acusação; 
h) Escravidão (sexo, drogas, poder e fama, etc.); 
i) Heresias; 
j) Opressão (ameaças e perseguição); 
k) Possessão e outros...
5) Como Jesus foi tentado
- Como vimos no inicio, nem Jesus escapou dos ataques e ciladas satânicas, mas também não cedeu a nenhum desses ataques. Desde o seu nascimento até o calvário, o diabo investiu tudo que pode para destruir de uma vez o Senhor Jesus. Mas o Cristo de Deus o venceu de forma triunfal. Podemos perceber esses ataques contra o Senhor nos seguintes casos:
a) Na tentação de Jesus – Mat. 4: 1 a 11. Jesus foi tentado como homem e como Deus.
b) Se opôs a Jesus de 4 maneiras diferentes: 1º - Oposição Política – Mat. 11: 1 a 19. 2º - Oposição Social – Mat. 11: 20 a 30. 3º - Oposição Religiosa – Mat. 12: 1 a 45. 4º - Oposição Familiar – Mat. 12: 46 a 50.
c) Usando a Pedro – Mat. 16: 21 a 23.
d) No calvário – Mat. 27: 33 a 44.
6) Como enfrentar Satanás – Is. 59: 19; Apoc. 12: 7 a 12.
- Essa com certeza é a questão mais importante de tudo que já vimos até agora. Vencer a Satanás e toda a sua hoste infernal deve ser uma constante em nossa vida. Isso é mais do que possível – só depende de nós mesmos. Deus já nos deu todos os recursos necessários para vencê-lo. Tais recursos são descritos abaixo, bem como algumas verdades para nos ajudar nessa luta diária.
a) Não ter medo dele - Tg. 4: 7.
b) Consciência do poder de Jesus – Mt. 28: 18.
c) Conhecer e usar a Palavra de Deus – Col. 3: 16.
d) Vida constante de oração – 1 Ts. 5: 17.
e) Conhecer e fazer a vontade de Deus – submissão – Rm. 12: 2.
f) Resistir ao diabo – fazer uso da Palavra – Mt. 4: 4; Tg. 4: 7.
g) Crer na autoridade do nome de Jesus – At. 4: 12; Fl. 2: 5 a 11.
h) Pedir sempre a Deus discernimento – 1 Cor. 12: 10.
i) Não confiar em si mesmo – 1 Cor. 10: 12.
j) Manter em dias as contas curtas com Deus – 1 Jo. 1: 9.
k) Ter convicção da vitória de Cristo na cruz – Col. 2: 15.
l) Saber que Jesus veio desfazer todas as obras de Satanás – 1 Jo. 3: 8.
m)Em casos de possessão mantenha os olhos abertos, em espírito de oração.
n) Não atenda aos pedidos do possesso.
o) Tente levar a pessoa à conversão – Jo. 8: 32,36.
p) Não use a força física.
q) Pregue sempre a Palavra – 2 Tm. 4: 2.
r) Revista-se da armadura de Deus – Ef. 6: 11 a 18.
7) A necessidade de uma vida cheia do Espírito – Ef. 5: 18.
- Ser cheio do Espírito deveria ser o normal em nossas vidas. Infelizmente isso nem sempre acontece, não temos tempo para Deus! O mundo seria bem diferente se todos os crentes fossem cheios do Espírito a cada dia, anulando por completo as obras da carne. Isso não é uma questão de escolha, é uma necessidade. Como isso é possível a simples mortais como nós somos? Vejamos:
a) Saber que essa é a vontade de Deus - Ef. 5: 18.
b) Saber que o Espírito já está em nós – Ef. 4: 30.
c) Submeter-se ao domínio do Espírito – obedecer – Ef. 5: 22 a 24.
d) Esvaziar-se das obras carnais – Gl. 5: 24.
e) Praticar os frutos do Espírito – Gl. 5: 22.
f) Mantenha uma vida de oração - 1 Ts. 5: 17.
g) Meditar sempre na Palavra de Deus – Sl. 1: 2; 119...
Conclusão
- Queridos e amados do Senhor, graças a Deus que nessa batalha contra o poder das trevas já temos a vitória garantida. O inimigo de Deus já foi derrotado e está aguardando o juízo final, quando Cristo triunfalmente voltará para buscar sua igreja. Enquanto o aguardamos, marchemos firmemente ao encontro do Senhor, semeando sua Palavra que transforma vida. Amém




    Libertação Espiritual: Derrotando Satanás em Nossas Vidas

Há milhares de anos, Satanás entrou no belo jardim de Deus, na forma de uma serpente, e pegou Adão e Eva em sua armadilha. Desde aquele dia até agora, Satanás tem sido o principal inimigo do homem. Até mesmo nestes dias, o diabo anda rugindo como um leão que nos quer devorar (1 Pedro 5:8). Ele emprega muitos métodos. Usando vários disfarces, ele tenta, seduz e engana (2 Coríntios 11:14-15; 2 Tessalonicenses 2:9-12; 1 Coríntios 7:5). Ele também aflige, persegue e ataca (2 Coríntios 12:7; Apocalipse 2:10; 1 Tessalonicenses 2:18). Ele usa aliados tais como principados e poderes, e o próprio mundo (Efésios 2:1-2; 6:11-12; 1 João 5:19). Muitos dos que enfrentam esta batalha espiritual poderiam prontamente fazer eco à exclamação de Paulo: "Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" (Romanos 7:24).

A Vitória de Cristo sobre Satanás

No próprio jardim onde o homem primeiramente sucumbiu à armadilha do diabo, Deus prometeu um libertador. "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gênesis 3:15). É muito incomum ver na Bíblia uma referência ao descendente de uma mulher. Quase sempre a linhagem foi contada através do pai. Em toda a história humana depois de Adão, só houve um que não teve um pai humano: Jesus Cristo. E assim este texto fala do conflito entre Jesus e Satanás. Mantendo a imagem da serpente, o texto fala de Jesus pisando nele, por assim dizer. Fazendo isto, ele teria seu calcanhar ferido (um dano relativamente pequeno), mas também esmagaria a cabeça do tentador (um ferimento mortal). Através do Velho Testamento, a humanidade permaneceu amarrada por Satanás, aguardando o cumprimento desta promessa gloriosa.
Finalmente nasceu o Salvador. Ele passou alguns anos "curando a todos os oprimidos do diabo" (Atos 10:38). Olhe especialmente para os exemplos em que Jesus expulsou demônios (note Marcos 1:23-28; 5:1-20; 9:14-29; Mateus 9:32-37; 12:22; Lucas 13:10- 17). É notável que Jesus subjugou os demônios com autoridade. Ele não gritou, não lutou, não usou nenhum encantamento ou instrumento mágico. Ele simplesmente disse uma palavra, e os demônios saíram. Jesus ligou sua expulsão de demônios a seu trabalho maior de esmagar Satanás."Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós. Ou como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens sem primeiro amarrá-lo? E, então, lhe saqueará a casa" (Mateus 12:28-29). Jesus veio ao mundo para roubar do diabo as almas que tinham estado sob seu domínio. Mas primeiro ele teve que amarrar Satanás, o que ele estava fazendo ao expulsar demônios. Então o cenário estaria preparado para que ele tomasse o domínio do diabo, o domínio que este exercia sobre os homens.
Em repetidas ocasiões, especialmente próximo do fim do seu ministério, Jesus indicava que a crise estava se aproximando. "Eu via Satanás caindo do céu como um relâmpago" (Lucas 10:18). "Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso"(João 12:31). "Do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado" (João 16:11, veja também 14:30).
Textos incontáveis, escritos depois da ressurreição de Cristo, mostram-no como o vencedor que derrotou a Satanás. Jesus afirmou: "Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra" (Mateus 28:18). "O qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as cousas debaixo dos pés . . ." (Efésios 1:20-22). ". . . Por meio da ressurreição de Jesus Cristo; o qual, depois de ir para o céu, está a destra de Deus, ficando-lhe subordinados os anjos, e potestades, e poderes" (1 Pedro 3:21-22). "E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz"(1 João 3:8). Apocalipse apresenta esta grande vitória de Jesus sobre o diabo em forma simbólica (capítulo 12). Nosso Senhor Jesus Cristo derrotou totalmente o antigo inimigo do homem. O Senhor seja louvado!

Nossa Libertação

Nossa própria vitória sobre Satanás está intimamente ligada com o triunfo de Cristo. "Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida" (Hebreus 2:14:15). Jesus veio para destruir o diabo e libertar seus súditos. Depois de descrever sua batalha sem sucesso contra a lei do pecado e da morte em Romanos 7, Paulo mostrou que, em Cristo, somos libertados da escravidão (Romanos 7:25; 8:1-4). Cristo é nosso meio de vitória nesta luta aparentemente sem esperança: "Em todas estas cousas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou" (Romanos 8:37). Ele continuou citando principados e poderes como duas forças que não podem separar-nos do amor de Deus em Cristo (Romanos 8:38-39). "E o Deus da paz, em breve, esmagará debaixo dos vossos pés a Satanás. A graça de nosso Senhor Jesus seja convosco"(Romanos 16:20). Gálatas 4 e Colossenses 2 também mostram como Cristo nos liberta do domínio do diabo.
Isto não significa, obviamente, que derrotamos o diabo em Cristo, sem esforço. Lutamos contra "principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes" (Efésios 6:12). Mas apesar da ferocidade do oponente, o Senhor dá a força do seu poder, com a qual podemos resistir firmemente ao diabo. Ele também nos diz exatamente que armadura usar na batalha: "Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo- vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica . . ." (Efésios 6:13-18). Note, por favor, que a armadura é especificada. Freqüentemente, nestes dias, as pessoas tentam travar batalhas espirituais contra o diabo e seus servos com outros instrumentos, que a palavra de Deus nunca menciona. Neste texto, é a própria Escritura que recebe a principal atenção: "a verdade", "o evangelho", "a palavra de Deus".

Conceitos Errados Sobre a Libertação

Algumas pessoas põem demasiada ênfase no poder de Satanás. Nos seus cultos eles dão mais atenção aos demônios do que ao próprio Cristo. Deste modo, eles minimizam a responsabilidade humana e oferecem desculpas para o pecado. O diabo não pode ser culpado pelo pecado. Ele de fato tenta, mas o pecado ocorre quando nos permitimos ser seduzidos pelos nossos próprios desejos (Tiago 1:14-15). Somos capazes de resistir ao diabo e, se o fizermos, ele fugirá (Tiago 4:7). Deus não permitirá que sejamos tentados acima de nossas forças para resistir; para cada tentação há uma maneira de escapar que é dada pelo Senhor (1 Coríntios 10:13). É um erro sério dedicar mais atenção ao diabo do que ao Senhor. É errado pensar que, em certos casos, somos impotentes para resistir a algum tipo de força superior que o diabo emprega. Eu sou responsável por minhas ações, e quando eu peco não tenho ninguém a quem culpar senão a mim mesmo.
Outro ponto de vista errado é que palavras mágicas ou objetos especiais são necessários para expelir o poder de Satanás da vida de uma pessoa. A feitiçaria nos dias do Novo Testamento se apoiava na repetição de palavras especiais para superar a influência do diabo, mas Jesus condenou esta idéia (Mateus 6:7). A repetição até mesmo do nome de Jesus, de modo supersticioso, virou contra aqueles que o tentaram (Atos 19:13-16). É o poder de Cristo, não a mágica de alguma frase ou objeto que supera Satanás.
Também não podemos superar o diabo através da obediência a regras e leis humanas. Este foi, basicamente, o problema sobre o qual Paulo escreveu em Colossenses 2. Ele falou de regras que os homens inventam para tentarem ser mais espirituais, e disse que elas não dão certo. Através dos séculos, homens têm tentado repelir o diabo através de ascetismo. Jejum, auto-flagelação, e a negação de prazeres lícitos são freqüentemente vistos como maneiras de superar o diabo. Mas o argumento de Paulo em Colossenses 2 é que Cristo e seus mandamentos são tudo o que necessitamos para superar "todo principado e potestade"(Colossenses 2:10, veja 16-23).
Finalmente, o diabo não é superado por espetáculos teatrais. Confrontos verbais com o diabo e gritaria não têm base na Bíblia. Cristo e os apóstolos tinham poder especial para ordenar aos demônios que saíssem das pessoas, mas ordenavam calma e deliberadamente. As Escrituras que Jesus e seus discípulos nos deixaram nos ensinam a usufruir de seu poder em nossas vidas pela submissão a ele e pelo uso da armadura que ele nos deu.
Jesus venceu Satanás. Em Cristo, nós também podemos vencer.

















segunda-feira, 29 de abril de 2013

CURA INTERIOR

Estudo Bíblico - Cura interior a luz da biblia
 Cura Interior

                                      Introdução
 
Muitas pessoas no meio evangélico, pessoas detentoras até mesmo de certo grau de estudo, de certo nível de conhecimento, têm dúvidas sobre o que a ciência e a Bíblia falam acerca da cura interior. E é sobre isso que vamos falar nesta mensagem.
Cura interior é:
A cura da alma do homem, assim conhecida tanto na sociedade como no meio evangélico. O tratamento começa quando passamos a buscar a causa da enfermidade e tentamos ajudar a pessoa a livrar-se dos traumas existenciais.
1. Derrubando o mito de que o evangélico é alienado
Nós, os evangélicos, que seguimos os ensinamentos de Cristo e procuram os pautar a nossa vida pelas Escrituras Sagradas, jamais desprezamos a ciência, pelos seguintes motivos:
O próprio Jesus disse que os doentes precisam de médico (ver Mt 9.12)
1.2 — Jesus crescia em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens (Lc 2.52)
II. As doenças da alma
São manifestadas por meio de um esgotamento físico violento ou um esgotamento emocional profundo, o qual pode resultar em confusões emocionais e mentais, e surtos psicóticos. Se a pessoa não tomar a medicação adequada poderá contrair um desequilíbrio grave.
Eis algumas recomendações quanto ao uso de antidepressivos:
2.1 — É preciso estar atento e ser cauteloso, porque a pessoa pode sair de um problema e entrar em outro, tornando-se um dependente químico
2.2 — Não tome psicotrópicos sem necessidade, apenas para fugir de sofrimentos emocionais
2.3 — A maioria das doenças que envolvem a alma do homem não se cura com remédios da alopatia ou da homeopatia, mas com ajuda espiritual
Subsídio psicológico
Na linguagem bíblica, na maioria das vezes a palavra alma é traduzida como coração, e deve ser entendida como a sede da inteligência, dos sentimentos, da vontade e das emoções do homem, onde ficam localizadas as lembranças boas ou más.
Estas ficam escondidas no coração e, com o passar do tempo, aparecem, provocando atitudes e comportamentos inexplicáveis, fazendo a alma adoecer: mensagens negativas — resultantes de um passado sofrido, más lembranças —, correria do dia a dia, violência nas ruas, luta pela sobrevivência de um modo geral, medo, vingança, ódio, orgulho, traumas de infância, comparações, humilhação, abuso, inconstância, mentir a, brutalidade, grosseria, vaidade, ansiedade, malícia, injustiça, perdas em geral, indecisões, relacionamentos fracassados, abandono psicológico, rejeição, entre outros.
III. Pontes produtoras das doenças emocionais
Várias são as fontes que produzem doenças emocionais. Destacamos aqui algumas delas:
3.1 —A família
A família pode transferir-nos coisas boas e, assim, tornar-nos indivíduos de personalidade estruturada ou pode transmitir-nos coisas ruins, e ser responsável por tornar-nos indivíduos de personalidade desajustada. Nós somos, tanto no aspecto genético como no espiritual, reflexo dos nossos antepassados e dos parentes imediatos com quem convivemos.
3.2 — A cultura secular
Muita gente pensa que será menosprezada e inferiorizada se não atingir determinado nível ou posição social, não conseguir conquistar certo nível de salário, não comprar o que todos estão comparando, não tiver um carro do ano, ou não se vestir de determinada maneira. Esses são comportamentos da cultura secular que podem produzir doenças da alma.
3.3 — A religião legalista
No meio legalista, não se pode errar. A pessoa é obrigada a obedecer. Se não atingir um determinado padrão de perfeição, não poderá viver naquele meio. Conseqüentemente a pessoa passa a esforçar-se ansiosamente para alcançar tal padrão. A religião legalista, sem amor e graça, impõe regras que podem gerar doenças da alma.
3.4 — As escolhas erradas
O ser humano é dotado de inteligência, vontade própria, sentimentos e livre-arbítrio, o que o torna responsável por suas próprias escolhas. Sendo assim, a pessoa pode assumir procedimentos errados, e atrair para si muitas doenças na área emocional, no que tange à sua alma, porque o remorso dói e as conseqüências são inevitáveis (Lm 3.39).
3.5 — O abandono de Deus
Nos dias de hoje muita gente tem abandonado Deus e passado a viver a sua própria deidade. E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém (Rm 1.28). O sentimento é uma faculdade da alma. E, cada vez que o homem despreza Deus, fica entregue a sentimentos perversos, sendo levado a padecer de muitas doenças emocionais.
IV. Outras fontes produtoras das doenças da alma
4.1 — Não saber lidar com a graça de Deus
- Graça é favor imerecido. Ninguém merece nada. Deus simplesmente nos deu o Seu perdão e amor sem que nós os merecêssemos (Jo 3.16). Mas há pessoas que têm dificuldade de aceitar isso, pensam que não podem ter seus muitos pecados perdoados sem pagar algum preço ou passar por sofrimento. Por isso, contraem doenças emocionais graves.
Essas pessoas não conseguem refletir sobre o fato de:
4.1.1 — O Senhor ter-nos conhecido antes de sermos formados no ventre (Jr 1.5)
4.1.2 — O Senhor ter-nos amado com amor eterno (Jr 313)
4.1.3 — O Senhor ter tornado os nossos pecados brancos como a neve (Is1.18)
4.1.4 O Senhor ter lançado todos os nossos pecados nas profundezas do mar (Mq 7.19)
4.1.5 — O Senhor jamais se lembrar de nossos pecados (Hb 10.17).
4.2 — A falta de perdão
Quem não perdoa vive amargurado, complexado, com o coração ferido, com sentimentos maus em relação àqueles que, na sua história de vida, machucaram-no. Como não sabe vivenciar a graça, não consegue viver com seus sentimentos de amor, perdão, renúncia e tolerância. É preciso que retiremos de nosso coração sentimentos negativos como ódio e mágoa e que consigamos perdoar nosso irmão.
Clique aqui para ler: O que é perdão mediante a bíblia
4.3 — A espiritualidade excessiva
Muitos cristãos querem espiritualizar tudo — é o que se chama de pseudo espiritualização. Essas pessoas têm se comportado como se não fossem seres humanos, nunca choram ou ficam tristes, tentam apresentar uma determinada postura que de fato é uma mentira. Elas dão glória a Deus até quando um filho morre, dizem que o cristão não fica triste, que tem de ser vitorioso em tudo. Porém, pessoas que se comportam assim podem tornar- -se doentes emocionalmente ou ficar loucas.
4.4 — A opressão
A opressão é o ato de humilhar, tiranizar, sobrecarregar com peso. Ela faz adoecer a alma e apresenta-se como demoníaca ou humana. A Palavra de
Deus nos dá algumas referências sobre esse ato:
4.4.1 — O Senhor não permitiu que o Seu povo fosse oprimido pelos inim igos (SI 105.14)
4.4.2 — O salmista rogou ao Senhor que o livrasse da opressão do homem
(Si 119.134)
4.4.3 — O Senhor ordenou que os israelitas não oprimissem ao próximo
(Lv 25.17)
4.4.4 — O Senhor curou a todos os oprimidos pelo diabo (At 10.38)
4.4.5 — A opressão faz adoecer até o sábio (Ec 7.7)
4.5 —A depressão
Muitas são as causas que levam uma pessoa à depressão. Entre elas estão medo, vingança, ódio, orgulho, comparações, abuso, inconstância, complexos, mentira, grosseria, brutalidade, violência, selvageria, vaidade, ansiedade, angústia e malícia. Tudo isso, se não for tratado, faz a alma adoecer.
Subsídio doutrinário
Alguns dizem que depressão é coisa do diabo. Na verdade, é algo de cunho emocional, é uma doença da alma. As ciências tentam explicá-la e encontram várias hipóteses, algumas dignas de credibilidade e consideração. Os médicos sabem de muitas origens, mas não de todas. E é fato que, quando a angústia chega, o vazio a cerca, e só Deus pode completar esse vazio do ser humano.
V. A cura pela ciência
Citamos neste tópico algumas personalidades da psicanálise que abriram caminho para o tratamento e a cura das doenças da alma.
5.1 — Sigmund Freud
Este judeu alemão nascido na antiga cidade de Freiberg (antiga região da Morávia, no extinto Império Austro-húngaro e hoje República Tcheca) foi o fundador da psicanálise e do método de investigação psicológica empregado no tratamento das neuroses por meio da procura das tendências e influências reprimidas no inconsciente do individuo, e do seu retorno ao consciente pela análise.
5.2 — Erich Fromm
Alemão de família judia que deu interpretação própria às finalidades da terapêutica, impondo notações sociológicas ao estudo do ajustamento do indivíduo ao meio social e cultural.
5.3 — Jacques Lacan
Médico francês especializado em psiquiatria, chefe de uma importante escola de psicanálise no país e que exerceu grande influência sobre a psicanálise nacional como intérprete das obras de Sigmund Freud.
VI. A Palavra de Deus é mais importante do que qualquer teoria da psicanálise.
Vejamos por quê:
6.1 — O Espírito de vida nos livrou da lei do pecado e da morte (ver Rm 8.2)
6.2 — O coração alegre é como o bom remédio (ver Pv 17.22)
6.3 — O coração com saúde é a vida da carne (Pv 14.30a)
6.4 — O coração do salmista ficou perturbado por inveja dos ímpios e, só depois de entrar no templo, entendeu o fim deles (ver Si 73.1 7-1 9)
VII. A cura por intermédio da Palavra
A maioria das doenças da alma não deveria ser tratada com remédio, mas sim com a Palavra de Deus. Como Ele nos criou, conhece-nos e entende-nos mais do que qualquer psicanalista ou psicólogo. A Palavra de Deus penetra na divisão da alma e do espírito (Hb 4.12) e abre os nossos olhos quanto aos pecados que podem causar doenças espirituais (1 Co 6.9-11).
VIII. Receitas para a cura da alma
Apresentaremos agora algumas receitas para a cura interior:
8.1 — Análise introspectiva
Se você está vivendo uma situação como a do salmista, cujas lágrimas serviam-lhe de mantimento (Si 42.3), saiba que o choro constante é sintoma de depressão. Esta provocava no salmista doenças psicossomáticas, atingindo os seus ossos (Si 42.10). Mas ele obteve uma importante receita no versículo 11.
8.2 — Oração
Essa é uma terapia. Quando você dobra os seus joelhos, pode contar tudo para Deus, falar tudo o que está machucando, sem medo ou vergonha.
Façamos um paralelo entre a terapia humana e a divina. O que acontece com um paciente que está frente a frente com um terapeuta?
Na terapia humana, o segredo é falar o máximo que puder e colocar tudo o que sente para fora. Acontece o processo de transferência, o paciente joga os seus problemas sobre o terapeuta, que, para não ficar doente, faz uma contratransferência.
Na terapia divina, as nossas petições devem em tudo ser conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças (Fp 4.6). O processo é fazer o que a Palavra de Deus nos manda: lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós (1 Pe 5.7).
8.3 — Relacionamentos pessoais
O ser humano é um ser social. Você nunca será uma pessoa inteira, completa, se não tiver e não construir relacionamentos. Quem vive isolado é um forte candidato a doenças da alma. Lembre-se de que nós fazemos parte do Corpo de Cristo (ver 1 Co 12.12,25-27).
8.4 — Relacionamento com Deus
Na psicologia, quando se faz o levantamento do histórico da vida de uma pessoa, faz-se o procedimento que, na medicina, chama-se anamnósia. Realizando o mesmo, busquemos na Bíblia a história de três homens que superaram os momentos de terríveis sofrimentos. São eles:
8.4.1 — José
Ainda adolescente, teve um sonho. Movidos pela inveja, seus irmãos o venderam como escravo a uns mercadores que iam para o Egito (Gn 37.28). José passou por situações de perda e injustiça, tendo tudo para ser depressivo. Porém, em nenhum momento esses sentimentos invadiram a alma dele. Em Gênesis 41.38 e 41.51,52 lemos como esse servo foi exaltado pelo Senhor a ponto de tornar-se governador do Egito.
8.4.2—Jó
Jó, o homem mais rico do Oriente, perdeu, em um só dia, três mil camelos, sete mil ovelhas, quinhentas juntas de boi, quinhentas jumentas e os dez filhos. Qualquer pessoa em seu lugar teria enlouquecido. Mas ele, que costumava oferecer todos os dias sacrifícios por ele e pela sua família (Já 1.5), em meio a esse sofrimento, manteve-se firme. Ele sabia que o seu Redentor vive (Já 19.25-27) e, por isso, Deus virou o seu cativeiro, concedendo-lhe o dobro de tudo quanto tinha (Jó 42.10).
8.4.3 — Paulo
Paulo também teve muitos motivos para ser um homem cheios de complexos na vida. Ele consentiu na morte de Estevão e outros irmãos, e perseguiu os cristãos. Mas, quando conheceu o Senhor, passou a dizer que sabia em quem tinha crido (2 Tm 1.12). E, no final de sua carreira, disse: Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé (2 Tm 4.7).
8.5 — Poder do pensamento
Problemas emocionais também são curados pelo poder do pensamento. É por meio dele que articulamos as idéias que vão dirigir as nossas ações. Veja o que Paulo escreveu sobre o assunto em Filipenses 4.8. E devemos estar inconformados com o mundo (Rm 12.2) e despojar-nos do velho homem (Ef4.22,23).
8.6 — Viver cada dia
Jesus recomendou que não nos inquietemos com o dia de amanhã (Mt 6.34). Mesmo assim, existem pessoas que não dormem hoje preocupadas com o que vai acontecer no próximo mês, e mergulham com tal intensidade nesse tipo de preocupação que ficam com o sistema nervoso abalado. Porém, a Bíblia nos convida a nos alegrar no dia que o Senhor fez (Si 118.24).
8.7 — Ter boa expectativa da vida
Existem pessoas que só dizem coisas ruins e negativas, não conseguem ver o lado positivo da vida, e assim atraem para si o que há de pior, provocando doenças na alma. Mas Jesus disse que a candeia do corpo são os olhos (Mt 6.22,23). Por isso, viva com otimismo e sorria, pois a maneira como encaramos a vida dirá se temos trevas ou luz em nosso interior.
Conclusão
Pode ser que você esteja vivendo angústias e tenha marcas profundas na alma, ou esteja tentando superar vários problemas, melhorar sua qualidade de vida, mas, de repente, você se veja caindo novamente naquele túnel de tristeza. Procure, então, orar com sinceridade diante de Deus. Se você derramar o seu coração na presença do Senhor, Ele curará as suas feridas.